Simulador mostra como atingir o estágio 5 da independência financeira considerando sua expectativa de vida

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Alcançar a independência financeira e ter uma vida com mais tranquilidade no bolso é um sonho comum, em especial para quem olha para o futuro e já planeja ter mais liberdade em relação ao trabalho.

Mas o conceito vai muito além da quantia disponível, seja na carteira ou no extrato bancário.

Também não se limita a ter capital suficiente para não depender da renda de terceiros.

Neste artigo, você vai entender o significado de uma nova visão sobre a independência financeira e a sua relação com a expectativa de vida.

Verá, ainda, um simulador inédito para ajudar no seu planejamento. Se quiser acessar agora, é só clicar no botão abaixo:

Independência financeira: o que significa?

O senso comum de independência financeira nos leva à definição básica de uma pessoa que é autossuficiente e não depende mais da renda de terceiros para sobreviver.

Por outro lado, pessoas com um entendimento mais avançado sobre finanças podem considerar que a verdadeira independência financeira só existe para aqueles que têm a possibilidade de parar de trabalhar, sem sofrer prejuízos na qualidade de vida.

Mas, afinal de contas, qual das duas definições é a mais adequada?

A verdade é que ambos os entendimentos sobre o tema estão parcialmente corretos – eles só não compreendem o conceito em sua totalidade.

Isso porque ser independente financeiramente é um processo que ocorre em fases, cada uma com demandas e características específicas.

Existem gradações que indicam os diferentes níveis de liberdade que uma pessoa pode ter em suas finanças.

Ao fim, quem atinge independência financeira pode viver sem que a busca por renda seja seu objetivo principal. Pode, assim, dedicar-se a outras tarefas que ampliem sua realização pessoal.

A nova visão sobre independência financeira está contida em um conceito chamado de longevidade financeira, que se refere à sua capacidade de garantir um padrão de vida definido como aceitável em todo o ciclo de vida individual.

Já tratamos, de forma mais resumida, deste conceito aqui.

Os 5 estágios da independência financeira

Como acabamos de ver, atingir a independência financeira não é uma transformação que acontece do dia para a noite, mas uma conquista gradual.

Para melhor compreensão, vale dividir a jornada individual em diferentes estágios – neste artigo, apresentamos a proposta em cinco fases.

1. Independência financeira em relação à família

independência financeira em relação à família

O primeiro estágio da independência financeira é o que está mais perto do senso comum sobre o tema.

Ser independente de outras pessoas garante que se consiga arcar com todas as suas despesas sem contar com a ajuda de pais, amigos ou cônjuge.

Aqui, estamos considerando a capacidade de uma pessoa pagar todas as suas contas com um ciclo salarial.

Nesse caso, sem a necessidade de recorrer a fontes de crédito caras, de juros mais altos, como o cartão de crédito e o cheque especial.

Geralmente, o primeiro contato de um jovem adulto com esse tipo de independência ocorre quando ele conquista o primeiro emprego e, assim, experimenta uma fonte de renda.

Em muitos casos, essa renda pode não ser suficiente para pagar todos os seus gastos cotidianos.

Mas não é só o jovem que pode se encontrar nessa primeira fase.

A maior parte daqueles que se encontram desempregados, em particular há mais tempo, voltou a depender de terceiros para a sua subsistência.

2. Independência financeira em relação ao ciclo salarial

independência financeira em relação ao salário

Imagine-se na situação de perder, de um mês para outro, a sua principal fonte de renda.

Suponha que seu empregador atrasou o salário, por exemplo. Portanto, não haverá renda e você não receberá nenhum valor rescisório. Você teria dinheiro para pagar suas contas do mês mesmo nesse cenário? Se a sua resposta for sim, significa que você já atingiu o segundo estágio.

Ver-se privado de sua fonte de renda de uma hora para outra pode ser apenas um pesadelo aterrorizante para alguns, mas é realidade de milhões de desempregados, como acabamos de destacar.

Para evitar o desamparo e atingir o segundo estágio da independência financeira, é preciso ter uma reserva que garanta a sua sobrevivência no caso de não poder mais contar com seu salário.

Essa reserva precisa ser suficiente para que não haja comprometimento do estilo de vida.

Ou seja, o valor necessário vai depender de quanto você gasta, sendo que o ideal é que consiga se manter longe de dívidas, ainda que desempregado e sem renda nenhuma, pelo período de entre 3 e 6 meses, mais ou menos.

Pode parecer uma missão difícil, mas não há segredos para alcançá-la.

Resumidamente, é preciso gastar menos do que ganha para que, assim, possa poupar uma parte da sua renda e investir.

Além de servir como uma reserva de emergência, esses investimentos funcionam como fonte de renda no futuro.

3. Independência financeira em relação às dívidas

As dívidas são uma das maiores vilãs no caminho para alcançar a independência financeira.

Seja de qual tipo for, como um empréstimo, financiamento ou contas atrasadas, é preciso aprender a lidar com elas.

A independência em relação às dívidas é muito importante, porque livra a pessoa da insegurança e do medo de, repentinamente, não conseguir honrar os pagamentos e ter seu patrimônio executado.

Além disso, quem possui dívidas sempre precisa lidar com juros, por vezes altíssimos, a depender do tipo de produto financeiro vinculado.

No caso de determinadas modalidades de empréstimo, no cartão de crédito ou cheque especial, por exemplo, os juros podem até mesmo inviabilizar o pagamento.

E quando o valor de um mês não é quitado, ele cresce substancialmente no seguinte, o que dá origem à chamada bola de neve.

Fugir dessa armadilha impõe planejamento, com uma projeção de gastos mensais que permita fazer a reserva financeira indicada no estágio 2.

Assim, em caso de emergências, você não precisará apelar ao crédito.

4. Independência financeira em relação à sua fonte principal de renda a médio prazo

Neste estágio, a pessoa já tem certa liberdade financeira, permitindo a ela manter o mesmo padrão de vida, ainda que perca ou abra mão de sua fonte principal de renda por mais tempo.

Mas isso não significa que esteja pronta para abandonar de vez qualquer tipo de atividade remunerada.

Quem atinge o quarto estágio da independência financeira goza de maior liberdade para trocar de emprego ou até mesmo passar um período sabático ou estudando.

Geralmente, consideramos um tempo que varia de 6 a 24 meses de estabilidade financeira sem depender da sua maior fonte de renda.

A palavra-chave aqui é liberdade de emprego.

Isso significa que essa pessoa pode pedir demissão e permanecer desempregada enquanto procura uma nova posição no mercado ou se ajusta em uma recolocação com menor salário.

É claro que, para que possa abandonar uma fonte de renda, é necessário dispor de condições financeiras para fazer essa escolha.

Significa contar com uma certa gordurinha no bolso que possa ser queimada nesse período de adaptação.

Para atingir esse patamar, é preciso ter algum dinheiro investido ou poder contar com outras fontes de renda – como aluguéis e aplicações financeiras – durante o período de transição.

5. Independência financeira definitiva em relação à renda do trabalho

O último estágio da independência financeira é definido pela liberdade definitiva do trabalho.

Quem atinge essa fase pode escolher o trabalho levando em consideração apenas a satisfação pessoal, sem se preocupar com a renda – optando até mesmo por não trabalhar ou trabalhando como voluntário em algum projeto.

A essa altura, você deve estar se perguntando: mas, então, de onde vem o dinheiro?

Dizemos que quem atinge esse estágio de autossuficiência financeira não trabalha, mas deixa que o dinheiro trabalhe por si.

É claro que não se chega a esse ponto do dia para a noite. Depende de ganhar mais, gastar bem, poupar certo e investir bem.

Ou seja, é preciso muito planejamento e uma vida regrada que permita investimentos constantes no seu patrimônio.

Isso quer dizer que, para alcançar essa fase, é preciso ter certo patrimônio conquistado ou herdado. Ainda mais importante é ter esse capital investido de forma inteligente e segura.

Com os investimentos certos, você consegue garantir uma estabilidade que vai permitir que viva de dividendos, aluguéis ou outros rendimentos.

Para alcançar esse nível de independência financeira, é importante manter um padrão de investimento constante, sempre reservando parte da sua renda atual para uma espécie de fundo voltado à independência de trabalho.

Plano de saúde: o vilão do 5º estágio da independência financeira

Quem deseja atingir o tão sonhado 5º estágio da independência financeira, e finalmente viver de renda, precisa se atentar para que seus gastos mensais não estejam acima do que ganha.

A conta precisa fechar e, para isso, não se pode deixar de considerar o aumento de preços dos bens e serviços provocado pela inflação.

Nesse sentido, atenção total ao plano de saúde, que tem se mostrado um verdadeiro vilão para quem deseja conquistar a independência financeira e se ver livre do trabalho.

Isso porque a taxa de inflação acumulada do setor de planos individuais e coletivos registrou um aumento 382% no acumulado dos últimos 18 anos.

Para comparação, a inflação geral acumulada pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) foi de 208% no mesmo período. Entre médicos, hospitais e demais fornecedores de cuidados médicos, foi menor, de 180%.

Todos esses dados podem ser conferidos em relatório divulgado em 2019 pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

O Ipea questiona a responsabilidade da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) sobre os reajustes exorbitantes.

Ainda assim, reconhece que 80% dos usuários de planos de saúde no Brasil venham de planos coletivos – cujo reajuste está fora da alçada da ANS.

A situação dos serviços de saúde no país é bastante complexa, e as características do mercado nacional apontam para o fato de que a questão está longe de ser resolvida.

Por isso, quem deseja alcançar o último nível da independência financeira precisa levar em conta a possibilidade de que, no futuro, os preços talvez sejam muito maiores.

Hoje, uma pessoa entre 60 e 70 anos de idade consome cerca de R$ 2 mil mensais para ter seu plano de saúde caso deseje manter o mesmo produto de quando trabalhava formalmente.

Então, o plano precisa ser muito bem alinhado para que você não apenas atinja a independência, como também garanta a sua longevidade financeira até o fim da vida.

Conceito de longevidade financeira

Quando falamos em longevidade, nos referimos àquilo que é longevo, que dura muito tempo.

A longevidade biológica se refere à própria expectativa de vida da população, que aumenta a cada ano: no Brasil, atualmente, é de 76 anos no momento do nascimento.

Por outro lado, nas finanças, o termo se refere à capacidade do indivíduo de dispor de recursos financeiros próprios até o final do seu ciclo de vida.

Em outras palavras, quem possui longevidade financeira conta com para manter o padrão de vida desejado até o fim dos seus dias.

Afinal de contas, de nada adianta atingir uma posição avançada de independência financeira se, no fim, você não for capaz de conservar o estilo de vida confortável com o qual se acostumou.

Mais do que uma destinação que se busca atingir, a longevidade financeira é um método utilizado para garantir que você tenha recursos financeiros suficientes na juventude e também na velhice.

São quatro os pilares essenciais envolvidos nessa metodologia: ganhar (mais), gastar (bem), poupar (certo) e investir (melhor).

O primeiro fala sobre a possibilidade de expandir a renda para além do que você ganha atualmente.

Antes de pensar em adequar os seus gastos, tente avaliar se é possível ganhar mais dinheiro com atividades paralelas.

É um esforço para explorar as possibilidades. Quem sabe aquele seu hobby não pode se transformar em atividade remunerada?

Depois de aumentar a renda, o segundo pilar prega que os seus gastos sejam bem endereçados, ou seja, destinados para os lugares certos. Tudo isso para garantir satisfação e qualidade de vida no curto prazo combinado com segurança financeira a longo prazo.

Uma das fórmulas mais indicadas por especialistas, a regra 70/30, prega que 70% da sua renda mensal deva ser gasta com necessidades essenciais, desenvolvimento pessoal e um plano de poupança a longo prazo.

Isso nos leva ao próximo pilar da longevidade financeira.

É essencial que você poupe certo – pelo menos 10% todo mês – para que consiga manter-se independente por tempo indeterminado. Guarde dinheiro sem guardar rancor é o lema desse pilar.

Por fim, o quarto pilar fala especificamente sobre as diferentes aplicações nas quais você pode investir parte do que poupou. Porque de nada adianta poupar na medida certo se depois você investe em produtos financeiros ruins.

Para tanto, é importante diversificar, buscando fundos seguros e estáveis, que rendam acima da caderneta de poupança.

Longevidade financeira x independência financeira

Apesar de serem parecidos, os conceitos de longevidade e independência financeira têm algumas diferenças fundamentais entre si.

Quando falamos em independência, existem níveis que são vividos de diferentes maneiras e em ritmos distintos por cada pessoa.

Algumas vão conseguir chegar até o último estágio em poucos anos. Outras podem passar a vida toda tentando atingir a liberdade por meio do trabalho.

Não importa onde você se encontra: essa é uma jornada pela qual todos passamos, uma vez que ela começa no momento da inserção no mercado profissional.

Por outro lado, a longevidade financeira compõe uma metodologia que visa a manutenção dos seus rendimentos e do seu patrimônio até o fim da vida.

O conceito leva em consideração o conforto e a estabilidade econômica em diferentes idades, mas com foco grande na idade avançada, pois nessa fase você pode estar mais vulnerável.

Portanto, busca garantir uma renda que proporcione o mesmo padrão de vida usufruído durante a juventude, ainda que você não tenha mais condições de trabalhar.

A cabo, a intenção é gerar uma maior segurança na terceira ou quarta idade para que eventuais gastos com saúde e cuidados médicos não roubem o seu sono.

Quem vive de acordo com os pilares da longevidade durante toda a vida estará muito mais próximo do último nível de independência financeira.

Longevidade financeira: simulando o estágio 5 da independência financeira

Agora que você já conhece todos os conceitos por trás da independência financeira, deve estar se perguntando como fazer para atingir o último nível desta autossuficiência econômica.

Calcular a sua longevidade financeira é uma tarefa complexa, que leva em conta diversos fatores sobre você, sua vida e como você consome.

Para descobrirmos os melhores caminhos e as fórmulas ideais que vão garantir um investimento inteligente para a seguridade em idade avançada, precisamos levantar alguns dados sobre o estilo de vida, o histórico familiar, a renda e seus gastos atuais.

Neste sentido, há um simulador que pode ajudá-lo a entender e construir a sua longevidade financeira.

Tive a oportunidade de desenvolvê-lo me baseando em uma combinação de referências que estão explicadas dentro do relatório individual com os resultados.

Ao longo desse processo de desenvolvimento inicial, foram fundamentais as conversas e interações com a equipe do Instituto de Longevidade, especialmente com o Bruno Varandas e com a Laís Freire.

Para estabelecer uma comunicação mais amigável com seus usuários, as contribuições de executivos do Grupo Mongeral Aegon foram muito importantes, em especial do seu diretor executivo Luiz Claudio Friedheim. Agradeço também a todos os colegas da Mongeral Aegon Investimentos pelas valiosas sugestões durante os testes que conduzidos.

A jornada dessa ferramenta está apenas começando e outros aprimoramentos serão incorporados, bem como novas ferramentas de apoio serão criadas a partir dela.

Em síntese, a ferramenta apresenta uma estimativa da sua longevidade e do dinheiro necessário para a sua independência financeira definitiva em relação ao trabalho.

Simule o estágio 5 da independência financeira agora mesmo (e planeje sua longevidade financeira plena)

Para você que ficou curioso para saber quando vai atingir sua independência financeira e deseja fazer o cálculo com a ajuda do simulador, preparamos abaixo um passo a passo detalhado.

São algumas perguntas simples e rápidas de responder, mas que podem oferecer um retrato fiel do seu atual momento de vida e fornecer uma projeção adequada para você dar os próximos passos.

Pode ficar tranquilo: todas as respostas são estritamente confidenciais, e as informações, criptografadas para a sua segurança.

Ao final do questionário, você vai receber por e-mail um arquivo em PDF personalizado com os seus resultados.

A seguir, veja como simular sua longevidade financeira.

Passo 1: informar a idade

É preciso começar com as informações referentes à sua idade para que o sistema possa traçar o seu perfil e a sua expectativa de vida.

Tudo começa por entender em qual faixa etária você se encontra para planejar qual será o caminho que vai garantir a independência financeira até o fim.

Para tanto, a primeira pergunta será sobre qual banco de dados – masculino ou feminino – deve ser utilizado na sua simulação, já que a expectativa de vida é diferente para homens e mulheres.

Em seguida, você deve informar a sua idade.

Passo 2: estilo de vida

No próximo passo, o questionário pede que você adicione algumas informações acerca de seus hábitos e de como você vive.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) oferece alguns insights importantes nessa área. Delimita alguns comportamentos e características que podem ser determinantes para aumentar ou diminuir a expectativa de vida.

Passo 3: histórico familiar

A próxima seção do questionário utilizado no simulador diz respeito ao seu histórico familiar.

Essa parte é particularmente importante, porque sabemos do papel da genética em diversos males do nosso século, tais como doenças coronárias, distúrbios vasculares e outros problemas de saúde crônicos.

Por isso, é importante sempre olhar para o seu histórico familiar para evitar surpresas desagradáveis.

Afinal de contas – e, neste caso, literalmente -, é melhor prevenir do que remediar.

Passo 4: expectativa de gastos

Agora, o simulador já tem dados suficientes para projetar a sua expectativa de vida, levando em consideração todas as informações fornecidas.

As próximas perguntas serão dedicadas a entender qual o padrão de vida você deseja ter e qual é o melhor caminho para garantir a sua longevidade financeira.

É importante lembrar que, quanto mais você viver, mais dinheiro precisará para garantir o padrão de vida desejado.

Respondidas todas as perguntas desta fase, você será direcionado para preencher o endereço de e-mail no qual vai receber o resultado completo da simulação.

O paradoxo da longevidade financeira: quanto mais você vive, mais dinheiro precisa

Quando falamos em longevidade financeira e expectativa de vida, encontramos um complexo paradoxo.

Isso porque, ainda que a população viva cada vez mais tempo, o mercado de trabalho custa a absorver a crescente população adulta – sobretudo no que diz respeito a trabalho e cuidados para a terceira e quarta e idades.

É preciso se precaver para garantir que você terá condições de manter o padrão desejado até o fim da vida, ainda que não possa ou não queira mais trabalhar.

Afinal de contas, quanto mais você vive, mais dinheiro precisa poupar.

Só para ilustrar a situação, sabemos pelo IBGE que a longevidade, hoje, pode chegar em média a 76 anos, um aumento de 22 anos em relação aos dados registrados na década de 1960.

Por outro lado, o desemprego, em uma alta histórica, serve de alarme para o fato de que ninguém pode contar com a certeza da carteira assinada por tempo indeterminado.

A partir disso, entendemos a importância do conceito de longevidade financeira para garantir conforto e estabilidade em todas as fases da vida.

O caso Jorginho Guinle: “Vivi mais do que esperava e o dinheiro acabou”

Um caso curioso faz parte do folclore carioca e do imaginário de todo o país. É a história de Jorge Eduardo Guinle, mais conhecido como Jorginho Guinle.

Falecido em 5 de março de 2004, aos 88 anos, Guinle era um notório socialite e dono de uma herança milionária deixada por seus pais.

Em seus anos áureos, o playboy carioca se dividia entre o hotel Copacabana Palace – propriedade da sua família até 1989 – e os Estados Unidos, chegando até a servir informalmente como embaixador no país.

Autoproclamado “o maior playboy do Brasil”, Guinle viveu um estilo de vida luxuoso que acabou levando-o à falência.

Estima-se que tenha gastado um total de US$ 100 milhões.

Isso fez com que ele tenha passado seus últimos dias de vida no Copacabana Palace, vivendo por um favor dos atuais proprietários do hotel.

Não se pode dizer, contudo, que Guinle não tenha experimentado a independência financeira, já que tinha dinheiro de sobra para não precisar trabalhar.

Por outro lado, não encontrou a longevidade financeira, já que viveu mais do que poderia para manter o padrão de vida desejado.

Vem daí uma de suas mais conhecidas frases, fruto de uma desconcertante e simples constatação: “Vivi mais do que esperava e o dinheiro acabou”.

Como analisar os resultados do Simulador?

Com os resultados da sua simulação de longevidade financeira em mãos, você precisará fazer um planejamento das finanças para garantir que terá recursos em todas as fases da vida.

Tudo começa com uma análise dos dados.

O documento vai apresentar a sua expectativa de vida em anos e também o valor de reserva estimado para que você se mantenha com segurança e conforto.

Você deverá comparar o valor necessário, apontado pelo simulador, com suas reservas atuais, a fim de entender como proceder a partir daí: se precisa ganhar mais dinheiro, gastar bem, poupar certo ou investir melhor.

Somente analisando os dados você conseguirá entender qual pilar da longevidade financeira precisa ser reforçado no seu caso.

Os 4 pilares da longevidade financeira

Conforme dissemos, a partir dos dados, você deve desenvolver seu plano de ação.

Existem 4 caminhos que devem ser considerados e, não raro, todos eles precisam ser reforçados para alcançar a longevidade financeira.

Vamos trazer mais detalhes sobre eles.

Ganhar mais

Suponhamos que, olhando os dados da sua simulação, você chegou à conclusão de que o que você ganha hoje não é suficiente para fazer investimentos em uma reserva sem abrir mão do atual padrão de vida.

O primeiro pilar fala sobre a necessidade de aumentar a sua renda atual para que você possa poupar para o futuro sem abrir mão do conforto no presente. Tratei desse tópico nesse artigo aqui.

Vivemos, hoje, uma economia na qual quem deseja ganhar mais dinheiro pode fazê-lo com ajuda de plataformas, como freelancer, por meio de aplicativos, entre outros serviços.

Por exemplo, você pode comprar e revender produtos, negociar itens usados, prestar serviços remunerados criar infoprodutos ou ser comissionado como afiliado.

Gastar bem

Pense que cada real que entra em sua conta cumpre um papel na sua vida. Como os recursos são limitados, mesmo para as pessoas com alta renda, você precisa otimizar seus gastos.

Significa colocar a sua grana naquilo que te traz mais retorno pessoal tanto no presente quanto no futuro.

Você talvez tenha percebido que vive hoje um padrão de vida luxuoso, com despesas supérfluas que podem ser facilmente cortadas.

Nesse caso, será preciso readequar suas despesas para gastar menos e fazer com que, assim, o segundo pilar da longevidade financeira seja atendido.

Faça o registro de tudo que entra e sai em uma planilha, organizando por categorias para, a partir disso, estabelecer seu plano.

É possível economizar mais no dia a dia, aprendendo a gastar e mantendo o foco e a disciplina.

Poupar certo

Pode ser que a sua análise indicou para o fato de que o seu maior obstáculo em manter uma longevidade financeira esteja em como escolheu poupar o seu dinheiro.

É muito importante que você estabeleça uma cota assertiva que possa garantir sua independência financeira, levando em conta a sua expectativa de vida – afinal de contas, nem todo mundo vai ter a mesma sorte de Jorginho Guinle.

Poupar bem significa guardar a quantidade certa de dinheiro e ser disciplinado todos os meses. Nem mais nem menos.

Investir bem

Por fim, o terceiro pilar fala dos casos em que você já ganha bem, tem seus gastos sob controle e, por isso, consegue poupar de maneira responsável.

A última etapa para garantir uma longevidade financeira foca na necessidade de escolher um formato de investimento seguro e progressivo, para que o dinheiro renda o máximo possível, e você desfrute de seguridade hoje e também no futuro.

Conhecer seu perfil de investidor é uma tarefa que se impõe – se conservador, moderado ou arrojado, o que tem relação com os riscos que aceita assumir em troca de uma maior possibilidade de rentabilidade.

Também é preciso dominar seu orçamento, estudar o mercado e suas opções e ter disposição para acompanhar os resultados de perto.

Como organizar e conectar esses pilares?

Todas essas informações podem parecer intimidadoras, mas, na prática, é tudo muito mais simples do que parece.

A boa notícia é que existem fórmulas propostas por especialistas em finanças que podem te ajudar a garantir a longevidade financeira.

Siga as porcentagens abaixo e você vai ver que, em dois tempos, esses comportamentos farão parte da sua rotina.

Gastos com aquilo que dificilmente pode ser cortado (55%)

Esta categoria engloba todos aqueles gastos que são essenciais e, portanto, muito difíceis de ser cortados do seu cotidiano.

São despesas fixas das quais depende a sua sobrevivência e que são prioridade mesmo em situações de escassez, como desemprego.

Aqui, entram os gastos com comida, água, energia elétrica, condomínio, aluguel, financiamento ou outros relacionados a moradia.

Gastos com seu autodesenvolvimento (5%)

É importante que você reserve parte do seu orçamento para gastos com a sua educação.

Ainda que possa ser difícil abrir mão de uma parcela da sua renda todo mês, você deve investir em si mesmo.

Considere que esse é o caminho para que, no futuro, você usufrua de uma remuneração ainda maior.

Gastos “Seja Feliz” (30%)

Para os supérfluos, você vai reservar até 30% da sua renda atual.

Este dinheiro deve ser usado para o lazer, compras de vestuário, aquele carro novo que você vem namorando ou até mesmo para planejar uma viagem. Ou ainda, quem sabe, acelerar suas fases de independência financeira.

O mais importante é certificar-se de que você tem uma reserva de emergência antes de sair gastando e ser rigoroso no seu limite.

Gastos com a preparação para a independência financeira no 5º estágio (10%)

Enfim, os últimos 10% estão religiosamente reservados para uma poupança de longo prazo.

É esse capital que vai permitir que você usufrua do 5º estágio da independência financeira, que é a liberdade de trabalho, até o fim da vida.

Poupando em torno de 10% da sua renda todo mês e investindo de maneira correta, você estará um passo mais perto da tão sonhada longevidade financeira.

Conclusão

A independência financeira é um projeto de uma vida toda e o caminho para garantir um cotidiano mais seguro e confortável.

Sua evolução se dá em estágios, cada um com seus desafios, mas todos são totalmente possíveis de ser alcançados se houver dedicação e se forem aplicados os métodos corretos.

Quem se planeja para a independência financeira vive de maneira muito mais tranquila, com a certeza de que se programou para a longevidade.

Essa, por sua vez, tem relação com a manutenção de um padrão de vida em todas as fases dela, seja jovem ou já mais velho e aposentado.

O simulador apresentado neste artigo ajuda você a entender qual a sua expectativa de vida e o quanto precisa ter em termos financeiros para viver bem até os últimos dias.

Use essas informações a seu favor e foque no planejamento.


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